Imagem: Clairit - Flicker

Ao escrever o post "Existe receita para o bom texto", o comentário deixado pelo editor do blog Without Brain levou-me a pensar que, muitas vezes, as ideias que pareciam brilhantes em nossa cabeça, quando tomam forma na folha de papel ou num post acabam não parecendo tão inovadoras e brilhantes como antes. Vejam um trecho do comentário e meneiem a cabeça afirmativamente se já pensaram o mesmo:
"Sempre achei muito frustrante ter uma excelente idéia e quando colocava-a no papel ela ficava distorcida ou incompleta, e por mais que eu tentasse consertar, o texto só piorava."
Concordo, Teilor, que é frustrante não ver aquilo em que acreditávamos sair como queríamos. No processo de escrita é assim mesmo, pois redigir é dizer a outra pessoa o que se pensa. Quando ficamos no Twitter jogando conversa fora ou mesmo quando tentamos argumentar em favor de uma tese, está-se como que redigindo oralmente; ao escrever uma carta, de qualquer natureza, está-se redigindo; ao resolver um problema de Matemática, escrever um relatório sobre o comportamento dos golfinhos  em Fernando de Noronha está-se redigindo. Quando o Caio se aventura a escrever contos como fez no post  "Mais um dia no inferno" está-se redigindo. Convém observar, todavia, que cada uma das situações enumeradas anteriormente exige uma forma de texto e, assim, cada texto terá a silhueta devida.

A bibliografia bem como o número de blogs que já tratam do assunto é muito grande, por isso, este blog procura lembrar ao leitor de que redigir pode ser arte, mas requer, antes de tudo, técnica.
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Não se esqueça de que para chegar-se ao produto redação, deve-se conhecer  todo o trajeto que lhe antecede.